terça-feira, 24 de agosto de 2010

CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CONFORTO


Hoje, vamos analisar meu pé. Isto mesmo, meu pé.
Repare como estou nesta foto, e como me sinto à vontade... Bem, não foi fácil atingir este nível de satisfação plena. O conforto em sala de aula requer muitas tentativas e fracassos... Até alcançar o êxito.
Pois então, com este post, aliado a algumas dicas básicas, pretendo ensiná-los a como sobreviver ao martírio diário que é o colégio.
Primeiro, você precisa de posições que deixem seus braços e pernas livres. Vale puxar três cadeiras, cercar-se delas, ou deitar as costas em uma e as pernas em outra. Se o seu professor brigar, não ligue. O que importa mesmo é a sua missão de bem-estar.
Esteja sempre cercado de pessoas que façam você se sentir tranquilo. Que estejam sempre dispostos a um bate-papo clandestino, mas que também não fiquem matraqueando na hora de sua preciosa soneca escolar. Tire um cochilo. Mas esteja certo de que seus amigos formam um baluarte ao redor de você.
Coloque um deles atrás, um na frente, o outro logo ao lado, e volte a cabeça para a parede, de modo que o professor não perceba que você dorme. Assim, se surgirem problemas, seus amigos de confiança irão, discretamente, cutucar-lhe a costela e farão com que você acorde bem na hora, num timing perfeito. O resto fica com você. Limpe a baba num segundo, com as costas da mão, e em seguida forje um sorriso esplendoroso, dizendo: "A culpa é da Inglaterra!".
Para o conforto em sala de aula, também é estritamente necessário, além de criar sua própria facção pró-sono, customizar sua carteira favorita. Aquela em que você sempre senta, e que já até adquiriu o contorno de suas nádegas. Desenhe carinhas, caricaturas deliciosas de seus professores, e componha odes belíssimos com o auxílio do corretivo.
Enfim, o conforto supremo requer maestria e treino. Você precisa ser, no mínimo, um pouco querido pelo corpo docente, porque assim os mestres não vão te marcar...
O conforto é valiosíssimo, muito mais eficaz até que estudar para provas ou se sair bem na apresentação de slides.
Mantenha sempre em mente que, antes de tudo, vem o seu pé.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

+ 5 tipos detestáveis

Bom, gente, atendendo a pedidos, aqui está. Uma coletânea dos cinco mais clássicos e detestáveis tipos de sujeito! Claro, a lista poderia ser extensa e interminável... Mas, resumidamente, eis aí os cinco tipos que, se você tem amor à vida, deve evitar.
Agora, deleite-se! E ria um pouco com essas pérolas caprichosas do universo masculino...

1. O Grude
Também conhecido como chiclete, o famoso grude é um primor dentre os primatas... Se você for como eu, que normalmente enjoa das pessoas, certamente vai criar um nojinho deste ser! O grude é, simplesmente, a personificação da carência. Além de ter olhos que vazam litros e litros de lágrimas sem nenhuma dificuldade, o grude também vai fazer de tudo para conquistar você das formas mais rasgadas possíveis... Com declarações fervorosas e demonstrações de afeto que pingarão mel. Claro, uma pessoa afável é sempre bem-vinda e cativante. No entanto, o grude gruda tanto, que até mesmo seus mais simples gestos viram sinônimo de pieguice. Em resumo, o grude tem todos os defeitos emocionais que as mulheres costumam ter. Agora multiplica isso por 2 e você tem, de bandeja, um verdadeiro chiclete.


2. O Palhaço
Ah, o palhaço... Como descrever o palhaço? Bem, o palhaço é, quase sempre, o mala da turma. Seja na faculdade, no cursinho, no estágio... O palhaço, ou mala, é aquele que tem tudo para ser o cara mais disputado, é inclusive até bonitinho e simpático, mas quando abre a boca... Bem, suas patetices e o jeito um tanto efusivo de ser, acabam estragando todo o sonho de consumo! O palhaço costuma também tirar gracinhas com as situações mais constrangedoras, e inclusive apontar aqueles seus defeitos que você odeia, e depois te encher de perguntas... Até você explodir e destrambelhar tudo em cima dele, de forma que, no final, ele se sai de coitado e você fica como a estressada. O palhaço pode até ser visto como um cara legal. Contudo, o passar dos dias e a intimidade vão fazer com que ele fique cada vez mais abusado, e seu "senso de humor" há de extrapolar todos os limites.


3. O Galinha
Este é o famoso "eu não tenho tipo, eu tenho pressa". O galinha, antes de qualquer coisa, mais importante até do que respirar, cata. Isso mesmo. O galinha cata de tudo, basta ter cara ou corpo bonito, ou ambos, e não necessariamente nessa ordem. Cérebro? Esquece! Cérebro ele não come, então não se preocupa se vem incluso ou não no pacote.
O galinha, normalmente, vai tratar você, suas amigas, e as amigas dele como escolhas num cardápio. Vai medir as melhores consequências, as melhores circunstâncias, sempre atirando para todo lado. O galinha pode chegar a jurar amor eterno a uma mulher... duas... três... Dez. Em resumo, o galinha, bem... O galinha cisca. E engole o que vier. O tipo é tão irritante porque, quando está disposto, finge tão bem e com tanta sutileza que pode até fazer sua presa cair no papo, iludida. Então, no dia seguinte, ele já esqueceu seu nome. E é por isso mesmo que costuma chamar todas as fêmeas por uma alcunha em comum, um apelidinho aparentemente carinhoso e inofensivo, porque assim não corre o risco de confundir os nomes de vocês.


4. O Exigente
Este tipo pode até ser, algumas vezes, o grude. No entanto, o exigente tem algumas especificidades a mais. Ele é o cara que, a princípio, assemelha-se muito ao príncipe. Cheio de regras, de controles, de conceitos... Um rapaz certíssimo. Então, com o tempo, surgem as exigências. Se você, por ventura, chega a namorar um cara desses, vai poder detectar bem o tipo. O exigente suprime todas as suas opções e direitos de escolha... Saias? Nunca mais. Vestidos com um decote mínimo? Nem pensar! E olha que as ordens deste ser não se restringem somente a um mundo permeado de ciúme e coerção idumentária... O exigente também vai querer que você se adeque ao tipo ideal de mulher que ele julga ser o perfeito para si, vai provavelmente dizer coisas do tipo "mulher, para mim, tem que ser igual a minha mãe", vai fazer você cobrir as pernas com meia-calça preta e depois engordar você tanto, mas tanto, mas tanto... Que a porquinha alimentada não vai passar nem pela porta do carro, e assim ele domina você, exigindo cada vez mais, e sugando... Como se ser seu namorado fosse a mesma coisa que ser seu pai. Não, pior, um ditador. Não, pior, seu dono.


5. O Frio
Ah, como eu adoro esse tipo!... Deixei-o por último exatamente por isso! Como descrever o frio? Bem, é difícil. Em resumo, a palavra de ordem no jeito de ser do frio é... A indiferença, sem dúvida. O frio é aquele cara que não pede. Não olha. Não faz questão. Até desdenha. Ele está bem com você, ótimo sem você. O frio é aquele que parece tão inerte em relação a você, que chega a dar nos nervos! Para se ter uma ideia, de acordo com minhas pesquisas, os frios representam cerca de 80% dos rapazotes. O frio, também chamado de gelado ou indiferente, nunca parece "estar aí". Ele vive a vida na boa, sem pressão, sem exigir nada de você... Para ele, tanto faz o que você realiza, como age ou deixou de agir. Ele mostra apenas um interesse casual, muitas vezes desmarcando um compromisso com você porque teve de ir ao futebol de todo dia, e não aparecendo em seu aniversário porque esqueceu, mas vai dizer que foi você que não o convidou direito. O frio é uma incógnita. Talvez seja frio para compensar um amor não superado, talvez seja frio porque ainda não descobriu outra forma de coexistir com as necessidades caprichosas das mulheres... Vai saber! Para tolerar um frio, somente uma mulher fria, desinteressada, e muitas vezes fresca de doer. Como ele. O casal de frios é triste de se ver... O tipo de caso que pode durar um século, nesta pépetua frieza, ou terminar amanhã, com um tchau mútuo. O fato é que, ele só vai enxergar você, doce menina, caso você seja um dos amigos dele... Ou esteja dando uma voltinha no umbigo do dito cujo.


* créditos: ao multifacetado James Dean, que contribuiu como modelo para esta postagem.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

+ 10 coisas que aprendi nos romances de Nora Roberts


1. Pessoas feias não existem.

2. Homens sempre se apaixonam à primeira vista.

3. Ninguém usa camisinha ou toma quaisquer anticoncepcionais por meses a fio, mas só engravida depois de casar.

4. Mulheres gordas não existem.

5. Você não precisa escovar os dentes ao acordar ou depois de comer, e ainda assim sua boca terá um gosto delicioso.

6. Ainda não inventaram o celular.

7. Nos casais, sempre um dos parceiros, ou ambos, são mundialmente famosos.

8. Uma mulher nunca quer casar, por medo de assumir o compromisso, enquanto o homem tenta de todas as formas prendê-la com os laços do matrimônio.

9. Se você tem duas grandes amigas, cada uma com uma cor diferente de cabelo, suas vidas podem ser contadas numa trilogia.

10. Nunca, nunca se apaixone! Você corre o sério risco de se envolver com um homem rico, que vai lhe encher de presentes caros, beijá-la como ninguém, te amar até a morte e acabar assim com a sua tão perfeita liberdade de solteira.

Como você pode ver, Nora Roberts é sinônimo de realismo e verossimilhança pura!

Mas quem é que resiste a um romance?! Se tudo não pode ser maravilhoso na vida, nos livros, pelo menos, pode.

REFORMA ORTOGRÁFICA PARA SAUDADES

Caráter para polir, urso para polar, coragem para pedir, chance para pular
Pinça para cabelos brancos, ovelha para clone, muleta para mancos, orelhas para fone
Música para sentir, segredos para guardar, boca para florir, cobra para fumar
Café para sono, freio para carro, "á" para "tomo", pés para barro
Barraco para desabar, ocaso para melancolia..., sapato para gastar, sol para alegria
Ideias para mornos dias, sonhar para distrair, amor para noites frias, pausa para sumir
Luz para mostrar, maquiagem para esconder, papa para excomungar, datas para esquecer
Palavra para ferir, bisturi para curar, remédio para sorrir, é riso para alegrar
Sabonete para um, banheiro para todos, vergonha para pum, bochechas rubras para bobos
Homem para choro, mulher para futebol, vermelho para touro, baleia para anzol
Glória para mortos, pais para filhos, talento para fotos, joelho para milhos
Disposição para créu, paciência para vaziedade, mel para fel, trânsito para cidade
Fôlego para vida, tempo para durar, volta para ida, medo para enferrujar
Mindinho para quina, saliva para lacrar, ouro para mina, perdão para pensar
Adeus para remoer, despedida para amargar, esperança para rever, aflições para esmagar
Eu para escrever, você para...
Você para...
Você.
Aqui para você.
Aqui param as rimas. Aqui param as palavras.
E eu. Para nada mais falar.
Falta você. Para completar.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

+ 7 Livros que mudaram minha vida

1. ASAS BRANCAS

2. AMIGO É COMIGO

3. O RESTO É SILÊNCIO

4. O BEIJO NÃO VEM DA BOCA

5. DOM CASMURRO

6. TRÊS METROS ACIMA DO CÉU

7. BÍBLIA SAGRADA











terça-feira, 27 de julho de 2010

GENTE ESNOBE NA POLÍTICA

Não me julguem se eu julgar, mas a política hoje tornou-se adereço de moda para muitos, e consequentemente, uma pedrinha no meu sapato. O tipo de estorvo que te atrapalha de todas as formas, e ainda assim você reluta em desfazer-se dela.
Não estou falando ainda da política que a gente aprende na escola, nas aulas de filosofia. Aquela que era puramente a arte de falar. Deixemos a erudição de lado, e vamos condenar um pouco a política maldita, aquela que torna os seus representantes banais protótipos de desvios de caráter.
Nem quero condenar nepotismo, ficha suja, desvio, nem nada. O que eu quero mesmo condenar é o mau-caratismo... O sentimento que inunda os peitos orgulhosos de nossos políticos, e faz com que se sintam tão superiores a todos os outros cidadãos. Eles são nossos porta-vozes, sim, é verdade. Mas não estariam lá se a gente não tivesse votado, não é mesmo?
Como diria um colega de redação, seria bom estampar esses rostos num gigante painel digital, em praça pública, com a listagem de todos os seus feitos "heróicos", e o grau de lama que anda a inundar as botas de cada um deles.
Aqui em Macapá, não diria terra das bacabas, mas terra macabra - politicamente falando -, acontece uma coisa engraçada: É que em época de eleição, os esnobes políticos, sedentos pelo voto que vale de 10 a 100 reais, submetem até os seus nobres estômagos, tratados sempre a pão-de-ló e camarão rosa, ao doce e poético jabá do povão.
Outro dia estava eu num restaurante muito popular daqui da cidade, que é bom, mas tem fama de ser "de peão". Era domingo e o lugar estava lotado. Quando de repente... Deparo-me com quem? Com a dita cuja. A ilustríssima imagem da boa-política, que com suas garras pintadas de "rosa pink", msitura-se com o povo no restaurante do povo dizendo que é povo também e ao mesmo tempo cercada por seguranças. E lá estava ela, a megera indomada, fazendo a marmita para levar... Para onde? Para comer em casa? Duvido! Só mais uma manobra política furada que me deu nos nervos! Quando saísse de lá, aposto que ela não levaria o almoço para o marido e filhos naqueles pratos de alumínio... Mas nem pensar! Aquilo era pros "escravos" da campanha, ou certamente para a primeira viela que ela encontrasse pelo caminho, atirando a comida para longe de suas refinadas mãos.
O que me dá raiva não é querer favorecer os seus e dominar com seu nome todo o cenário político de uma cidade. O que me irrita não é a pessoa que anda de óculos, unhas pintadas e um nariz que manda em todas as secretarias do Estado, e se mete aonde não deveria. O que me irrita nem é espalhar idólotras faixas pela cidade, com os nomes em vermelho e azul.
O que me irrita mesmo... É este mesmo ser de nariz empinado aparecer num restaurante do povão, falar alto, só para dizer que está ali, exigir que os funcionários reponham o arroz branco, e sorrir e andar como se ali fosse seu espaço e adorasse aquele calor humano e tanto contato corporal.
Ora, às favas! Que um político seja o que é, sem incoerências, nem manobras ridículas, sem três mil faces nem marmitas nas mãos.
Por que, além de corruptos, eles querem ser atores também?! Fala sério!

terça-feira, 20 de julho de 2010

CRÔNICA DOS ROMANCES QUE VOCÊ NÃO QUER



Até mesmo o brilho do cotidiano pode ser dilapidado por uma manobra infeliz.
Porque não existe coisa mais brega do que um romance rodoviário. Para quem não sabe, os romances rodoviários são aqueles em que um cidadão sentado no banco frente ao seu paquera com você, te olhando fixamente, mesmo que você tente evitar.
Muitos deixam-se levar por tais efêmeros romances, que normalmente acontecem no interior de um ônibus, a caminho da escola, do shopping ou do inglês. A grande tolice é pensar que talvez aquele garoto ali, sentado bem ali, logo em frente, seja o último cosmopolita bonito que vai cruzar o seu caminho, e que você jamais encontrará outro ser mais exato e tão semelhante ao parceiro idealizado em seus devaneios de perfeição. Então alguém puxa a cordinha e lá se vai ele, descendo pelas escadas, o tal aterrantemente belo astro de cinema. Pelo menos em sua cabeça.
Os romances rodoviários, principalmente os que ocorrem num átimo dentro do coletivo lotado, estão fadados ao fracasso.
Passemos então para o próximo.
Outro romance que você não quer ter é com a "Amy Whine Who?" (como diria a ilustração de uma bela crônica que li já faz um tempo). Imagine-se a cortejar este ser de origem e formação duvidosas... Você que acorda, e depara-se com uma cabeleira espigada a dormir do seu lado. E, claro, sempre acompanhada de uma garrafa meio cheia, meio vazia, da água que os canários não bebem. Não, definitivamente não dá pra rolar. Este tipo de par perfeito você não quer.
Então surge a lendária figura guerreira de um pedreiro. Nada contra os pedreiros, juro, mas é a forma de abordagem que prejudica deveras a sua interação com outros seres, principalmente os do sexo feminino. Porque, veja bem, se uma mulher passa na rua, e sobre sua cabeça há uma obra qualquer a ser construída - verdadeira colônida de empregados terceirizados -, o que é que o cidadão vai gritar para a moça, ao vê-la atravessar? "Gostosa! Vem aqui me conhecer, vem!". Traumático.
Alguns não respeitam nem crianças, e você sabe disso por experiência própria. Está lá, você, caminhando sob as árvores a comer o seu gelado... Quando de repente surge o Darth Vader do reboco e cospe essa: "Ah, quem me dera ser esse picolezinho aí!"
Triste. Triste vida essa que nos ensina a não ter mais a liberdade de acreditar que os romances tão almejados podem de fato acontecer.
E eu já mencionei o quarentão tatuado? Bem, o "quarentão tatuado" é uma categoria vastíssima. Os desenhos gravados em sua pele vão desde as mais absurdas declarações de amor à sua mãe até as besteiras pornográficas mais descabriadas. Exemplo disso é o sujeito que passeia pelo google com a barriga à mostra, expondo seu "tanquinho" turbinado e sua concubina imaginária, pintada sobre aquela camada adiposa, de pernas abertas.
E se você encontrar o homem ou a mulher de sua vida quando está saindo do banheiro da rodoviária? Hein? O que vai fazer? Ele acaba de te flagrar saindo dali fedendo a excremento humano, e limpando as mãos que você tentou lavar, na calça jeans. Suas pernas estão sujas de lama e água que vazou da privada até as canelas, e o seu par perfeito então te olha e, com um profundo desprezo e decepção, meneia a cabeça em negativa e sai andando. Sem nem olhar para trás.
Os tipos de romances duvidosos são incontáveis, uma diversidade sem limites. Estes acima citados são apenas alguns tímidos e clássicos casos de decepção amorosa, que todos os desavisados da face da Terra correm o risco de sofrer. Estejam atentos.
São romances que negam todo o lirismo e frivolidade meiga de um amor compromissado. Romances de um dia-a-dia que reforçam cada vez mais aquela sua antiga ideia de tornar-se de vez um misantropo. Evite tais romances, evite.
Pois, acredite-me, você não vai querê-los.